terça-feira, outubro 30, 2007

Xuxuzinho ; )


Xuxuzinho
Rita Lee - Roberto De Carvalho


Procuro um gato, nesse mundo cão
Um candidato à vaga do meu coração!
Não precisa ser rico, basta me amar
Mas se tiver alguns dólares, não vou chorar!
Papai do Céu, me dá um namorado
Lindo, fiel, gentil e tarado
Xuxu, xuxuzinho
Par de vaso
Minha uva, meu vinho

quinta-feira, outubro 25, 2007

segunda-feira, outubro 22, 2007

Ando Devagar

Tá ai uma música que apesar de fugir dos gêneros que eu gosto, sou apaixonada pela letra.
Além de me fazer elmbrar uma grande amiga, que eu pouco vejo mas está sempre no meu coração, traz a reflexão do dia-a-dia, dos encontros e desencontros, dos amores e lágrimas, e principalmente, da esperança do amanhã.


Ando Devagar
Almir Sarter e Daniel

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
È preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.



Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
È preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.



Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,
Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz,
conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
È preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.



Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz

domingo, outubro 21, 2007




A velhice não é um fato estático; é o resultado e o prolongamento de um processo.


Em que consiste este processo?


Em outras palavras, o que é envelhecer?


Esta idéia se acha ligada à de transformação.


Mas a vida do embrião, do recém-nascido, da criança, constitui uma incessante transformação. Seremos levados a concluir, como fizeram alguns, que nossa existência é uma morte lenta?


É evidente que não.


Semelhante paradoxo desconhece a verdade essencial da vida: ela é um sistema instável no qual se perde e se reconquista o equilíbrio a cada instante; a inércia é que é o sinônimo de morte.


A lei da vida é mudar.




A Velhice 1970


Simone de Beauvoir


sexta-feira, outubro 19, 2007

A Coleção Verão 2007/2008 está a venda no Mercado Livre:
Aguardo a visita de vcs.


segunda-feira, outubro 15, 2007

O dia em que fiquei loira de olhos verdes ; - PPP

%1

de Cazuza à mentira dos ídolos

Dalva Agne Lynch
Estava assistindo ao filme "Cazuza", e me lembrei de todos os comentários que li a respeito - de como um drogado e devasso era homenageado de tal maneira, e que mau exemplo é isto para a nossa juventude, e...
E pensei num Fernando Pessoa, viciado em ópio; um John Lennon mergulhado em LSD; uma Janis Joplin morrendo do overdose. E Baudelaire, Yeats, Gaugin, Van Gogh, Rachmaninoff, e...
Parece que o preço da arte sempre foi, através dos milênios, a vida destroçada por drogas, álcool e loucura daqueles que lhe foram vasos.
Com o tempo, entretanto, as novas gerações esquecem a devassidão de um Mozart, a crueldade de um Gaugin, a amoralidade de um Wagner - e endeusam o frágil vaso de onde saiu a obra.
Mas o vaso foi, e sempre será, desprezível. Talvez a grandeza da obra tire do criador tudo o que ele tem, deixando apenas a casca.
Então a pintura, o texto, a partitura, a canção - se perpetua. E o autor, em todo o seu envilecimento, passa da sordidez da vida para a falsidade da glória.
Afinal de contas, nossos ídolos são, todos eles, mentiras. Do roqueiro Cazuza ao maestro Mozart.
O que fica de tudo, é a certeza de que a Arte é AMORAL, bem como ATEMPORAL. Ela transcende o mero vaso de onde saiu.
Ou talvez o criador tenha que se perder, para que a obra surja. Para que a glória da genialidade não reste sobre o gênio, mas sobre o Criador do criador.
De uma certa forma, a obra é a redenção do artista.
Dalva Agne Lynch

segunda-feira, outubro 08, 2007

Eu amoooooo essa música ; )

Ask
Shyness is nice, and
Shyness can stop you
From doing all the things in life
You'd like to
Shyness is nice, and
Shyness can stop you
From doing all the things in life
You'd like to
So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
ASK ME - I WON'T SAY "NO" - HOW COULD I ?
Coyness is nice, and
Coyness can stop you
From saying all the things in
Life you'd like to
So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
ASK ME - I WON'T SAY "NO" - HOW COULD I ?
Spending warm Summer days indoors
Writing frightening verse
To a buck-toothed girl in Luxembourg
ASK ME, ASK ME, ASK ME
ASK ME, ASK ME, ASK ME
Because if it's not Love
Then it's the Bomb, the Bomb, the Bomb
the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb
That will bring us together
Nature is a language - can't you read ?
Nature is a language - can't you read ?
SO ... ASK ME, ASK ME, ASK ME
ASK ME, ASK ME, ASK ME
Because if it's not Love
Then it's the Bomb, the Bomb, the Bomb
the Bomb, the Bomb, the Bomb, the Bomb
That will bring us together
If it's not Love
Then it's the Bomb
Then it's the Bomb
That will bring us together
SO ... ASK ME, ASK ME, ASK ME
ASK ME, ASK ME, ASK ME
Oh, la ...

The Smiths


Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em paz a mim!

Se me queres,enfim,tem de ser bem devagarinho, Amada,

que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...


Mario Quintana


segunda-feira, outubro 01, 2007

Vida cotidiana

Acabei de ler a Folha de São Paulo e imediatamente me identifiquei com um texto escrito por Luciano Huck, que trata sobre a situação da cidade de São Paulo.

Vivemos hoje com medo, sim , MEDO de sair nas ruas devido a violência urbana.

Transcrevo aqui o texto, para uma profunda reflexão sobre a situação.



Pensamentos quase póstumos
Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura. Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio. Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado. Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia. Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável. Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres. Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento!
Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito. Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso. Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro. Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase "infantis" para uma sociedade moderna e justa. De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui. Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber. Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de "extraterrestres" fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo? Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando. Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: "Cansei". O Lobão canta: "Peidei". Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar. Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.Isso não está certo.
LUCIANO HUCK, 36, apresentador de TV, comanda o programa "Caldeirão do Huck", na TV Globo. É diretor-presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.

extraido de http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0110200708.htm